domingo, 19 de setembro de 2010

É estranho que

em um momento de carência eu não possa mais provar os meus amigos dizendo que vou deletar só pra receber umas palavras de carinho. É chato que eu não possa fazer isso com o meu eu físico, seria interessante decidir a hora que vou morrer, e poder voltar atrás numa decisão tão grande.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Viajem diferente.

Quero uma passagem para o passado, uma que sem consequencias catastróficas, me faça relembrar de cada piada e cada sorriso gasto sem preocupações descenessárias. Que seja imprescindível por quanto dure, e que não deixe marcas profundas ou doloridas, mas que adicione em minha bagagem boas lembranças e apetrechos que sejam concretos, como um velho amigo redescoberto entre a poeira das inutilidades. Que não me diga de imediato aonde me levará, mas que me faça redescobrir estradas que a vida acelerada me fez esquecer. Que me leve além, quiçá, ao infinito, sem nem mesmo sair deste espaço físico... Que me faça lembrar de mim mesma.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Destino desconhecido.

“Já não vejo motivos, para um amor de tantas rugas não ter o seu lugar”.

Algo em torno de dois mil cento e noventa mil dias. E eu consigo enxergar como se fosse um estetoscópio. Em alguns dias, o ritmo estava intenso, badalado. O coração pulsava a duzentos por minuto. Em outras vezes mais brando, quem sabe num sono... Somente o amor adormecido, inofensivo.

Quem sabe o problema esteja no despertar violento de quando eu lembro da sua voz, do seu rosto, das palavras que já foram ditas, e então, retorna como um amor recém fabricado.

O destino parece mudar o rumo de nossas vidas freqüentemente, posso me lembrar de duas ou três vezes que não quis te ver nunca mais, que eu pensava que tudo tinha chegado ao fim, só para depois você reaparecer vivo no meu peito, fazendo-o se desmanchar com sua risada leve ao meu ouvido.

Hoje eu só não quero dizer que acabou, porque esse mesmo destino insiste em querer me desafiar, retirando todas as afirmações que faço confiando – inutilmente – em mim mesma.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

True 2

É verdade que a insegurança sempre existirá, e eu nunca vou saber se estou fazendo a coisa certa até que o tempo me mostre.
E eu também sei, que já tomei a mesma decisão várias vezes em diferentes momentos da minha vida, mas eu nunca estive tão convicta disso antes.
Tudo na vida tem um fim, e para isso não seria diferente. Para que insistir em algo que não evolui nunca? O melhor é sempre seguir em frente.
E eu tenho planos grandiosos para mim, tão grandes que quando eu olho para frente sinto medo. Nada tão grave que me faça desistir.
Mas o medo consiste no meu receio de não ser o suficiente, mas um ponto forte é que não confio em mim mesma. Tenho certeza de que sozinha não chego nem na esquina.
Ninguém chega a lugar nenhum sem objetivos. Mas além de ter objetivos o mais importante, é colocá-los em prática. Não adianta escrever planos e deixar o tempo destruir o papel sem que as palavras se tornem atitudes concretas.
E às vezes uma decisão consiste em muitas mudanças e muita renúncia. Mas é assim que tem que ser, e assim como as coisas funcionam.
Eu ainda consigo sentir que minha vida está num papél em branco, e que ainda acontecerão muitas coisas boas, e ruins também. Não me importo com a segunda questão.

domingo, 4 de julho de 2010

Com perdão das palavras,

e sintetizando um pouco do meu ódio: Você é um merda! Sério, é por causa de pessoas merdas como você que a humaninade anda em eterno declínio.
As suas raras benéficas atitudes se perdem na sua prepotência e arrogância. Só você não encherga a sua frustrada participação na Terra. Quem sabe depois que você perceba, seja tarde demais e a sua hora de ir embora já tenha chegado.
Exatamente por pessoas iguais a você é que o mundo tem tantos problemas; a fonte dos problemas da sociedade começa dentro da família, aonde deveria haver ensinamentos para os mais jovens para que quando fossem velhos exercecem a honestidade com maestria. E hoje a figura que deveria ensinar é quem mais deve aprender. Com toda raiva que eu sinto agora, eu ainda consigo ter pena de você, pois é disso que você é digno... Nada mais que pena.



"Cura-me Senhor".

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Women in control!

Somos milhões de mulheres e estamos espalhadas por toda parte, exercendo (às vezes simultaneamente) várias funções.
Somos donas de casa, mães, filhas, e acima de tudo, somos mulheres. Frágeis até certo ponto e às vezes, em determinadas datas, até um pouco descontroladas.
Mas ninguém pode ignorar o fato de que estamos conquistando o mundo que antes era restrito aos homens.
Revolucionamos, e recriamos uma sociedade aonde a presença da mulher não é apenas secular ou “procriatória”. Nos infiltramos no mercado de trabalho e hoje somos a grande massa que faz o mundo capitalista girar. Seja na administração, ou na confecção.
Há quem diga que dirigimos mal, a meu ver é mero recalque. Hoje somos maquinistas, pilotos e astronautas. E por outro lado, há quem diga que vamos dirigir o mundo.
Conquistamos mais do que imaginávamos, nossa função vai além do secretariado. Construímos navios, aviões e carros. Somos soldadoras, pedreiras e engenheiras. Destruímos todos os limites que nos impunham com a desculpa de que somos fracas demais.
Nós, as mulheres, somos o único gênero na natureza que tem o dom de gerar e parir uma vida, nós, as mulheres, merecemos admiração e respeito.

Sob medida.

Eu seria capaz de tocar este silêncio, e com minhas próprias mãos destruí-lo, se ele não estivesse tão carregado de você. O brilho dos teus olhos, o seu cheiro e a sua fala mansa, a sua pele morena, a sua figura viril, e o seu sorriso impetuoso. Tudo contido num espaço inexistente, onde o real e o inventado se misturam até que sejam incapazes de ser reconhecido.

Na minha concepção de vida perfeita, você acorda ao meu lado, e o primeiro som do dia é a sua voz rouca me dizendo “eu te amo...”

No meu mundo perfeito eu te idealizo como a própria perfeição em forma de homem.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

True

Embaixo da camada de prepotência e egocentrismo existia alguém frágil como vidro e com sintomas de intimidação.
Grandes partes de suas atitudes se originalizavam do seu medo constante, não a deixando agir firmemente, sem pudores.
Marcada por uma falsa liberdade, tentando conquistar o seu espaço num mundo desigual, ela segue em frente de cabeça erguida.
Deixou de lado o idealismo mundial, e tomou sobre seus ombros o peso do seu próprio rumo, as consequências individuais viriam logo em seguida.
E ela?
Aprendeu a viver com os contra-tempos e conspirações automáticas de suas próprias vontades, destinguiu caprichos de sonhos, e vai seguir em frente, em busca do sucesso.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Confesso.

Vamos assumir mais, isso aí, assumir! E adianta esconder? Mentir para sí mesmo é tolo e vago, a verdade adora saltar na nossa cara.
E eu confesso: Te amo, te amo ainda. Desde cedo, você se lembra? Éramos crianças.
Durante seis invernos penso em você, toda noite. Eu te desejo aqui, a infância foi embora.
Juro que pensei que tinha desistido, consegui me desviar por tanto tempo, mas não tem jeito, não tem!
Eu te desejo aqui.
Eu te desejo.
Eu te...
Eu...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eu quero.

Eu ouço o quero, na hora em que quero. Como o que quero, na hora que quero, exijo que não me atormentem por isso. Vejo tudo que quero, e quero ver muitas coisas sempre. Leio tudo que quero, me perco horas e horas assim. Quando me encontro, ainda continuo querendo muitas coisas.
E assim vou sendo dominada por meu próprio querer, e continuo querendo que seja assim eternamente.